domingo, 16 de junho de 2013

Sequência didática que elaboramos no curso.


CURSO DE FORMAÇÃO: MELHOR GESTÃO, MELHOR ENSINO.
            Edição 2013
SEQUÊNCIA DIDÁTICA
Professores:
Denise Rodrigues
Guaraciara Antonio
Katia Moreira
PÚBLICO ALVO: 8ª série / 9º. Ano
PREVISÃO: 05 aulas
*      Objetivo:
Conhecer o gênero literário (Crônica) e sua momentaneidade,
Inferências locais e globais;
Ativar a criticidade;
Trabalhar os tipos de leituras Crônica (texto jornalístico) , Música ( poema) e Imagens; Afetividade;
Produzir  textos escritos e visuais dentro da proposta do gênero estudado;
Estimular a pesquisa e manuseio de ferramentas e ambientes digitais.

*      HABILIDADES E COMPETÊNCIAS
Estimular competências comunicativas entre os alunos;
Identificação da palavra chave “Pausa”, que se refere ao título;
Analisar a automatização da comunicação;
Relacionar o gênero literário com o cotidiano;
Construção das inferências locais e globais.
*      CONTEÚDOS
Elementos e características do texto proposto;
Leitura, comunicação oral e visual;


*      METODOLOGIA
1ª aula
1 – Reflexão sobre as imagens selecionadas contrastando a calma com a aflição;Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjw0qoHLRbqWRHSVaQI99vCdShk3FgVmvj_8Lz_8x0BXnm6567-v8ETAQozvGy1T03fscHn7r8Nnqi9uBhu-zOqFRD59VMM6D1BxrxZo6JjpwGJYrWAHeMr7TW7gT0yAiTXV01t7nNZOqc/s1600/pausa.jpg Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtM2z4V-dN5wl8mGFgpY7gVeg6EHBU5ETl3Bi6Pz4SuKqj4mKarw74UM5veJ7gF-w4gCrUWVWoXzYvR5a500yDWJ2vIvnd6ymJ7irBZtgmi8MKh4uA158WEcMrcgbK1nUq7Y_Q4hKAnhc/s1600/Blogue3.jpg

2 - Roda de conversa sobre suas impressões sobre as imagens;
3 – Audição da música: PACIÊNCIA – LENINE (ver anexo)
4 – Reflexão sobre as relações entre imagens, música e cotidiano;
5 – Roda de conversa com a problemática: como lhe dar com as diversas formas de comunicação sem se isolar.
2ª aula
6 - Apresentação da crônica: “PAUSA” – MOACYR SCLIAR ( ver anexo) e leitura silenciosa;
7 – Leitura compartilhada (trabalhando a pausa na leitura) procurando identificar essa “pausa” dentro da construção textual, abordar os diversos conceitos de pausa (reflexão, morte, término, lazer, vida, sonhos).
8 – Roda de conversa sobre as relações existentes entre os vários textos apresentados;
3ª e 4ª aulas
 9 - Assistir vídeos no You tube com dicas de como utilizar o celular para filmagem e fotografia;
10 – Produção visual, oral e escrita (produção em vídeo de um dia no cotidiano do aluno), o professor também participará  das atividades.
 11 - Correção dos textos e ajustamento do aluno em relação ao texto escrito;
5ª aula
*      AVALIAÇÃO
12 - Apresentação escrita, oral e visual – Através de apresentação do texto, relato e videos produzidos;
*      RECURSOS
 Rádio computador, projetor, televisão, cópias do texto, pendrive, caneta, folhas almaço, celulares, tablets, câmera fotográfica.
*      REFERÊNCIAS
www.vagalume.com.br/ paciencia

*      ANEXOS
MÚSICA: PACIÊNCIA – LENINE
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não... a vida não para)
*      IMAGENS
Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtM2z4V-dN5wl8mGFgpY7gVeg6EHBU5ETl3Bi6Pz4SuKqj4mKarw74UM5veJ7gF-w4gCrUWVWoXzYvR5a500yDWJ2vIvnd6ymJ7irBZtgmi8MKh4uA158WEcMrcgbK1nUq7Y_Q4hKAnhc/s1600/Blogue3.jpgDescrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjw0qoHLRbqWRHSVaQI99vCdShk3FgVmvj_8Lz_8x0BXnm6567-v8ETAQozvGy1T03fscHn7r8Nnqi9uBhu-zOqFRD59VMM6D1BxrxZo6JjpwGJYrWAHeMr7TW7gT0yAiTXV01t7nNZOqc/s1600/pausa.jpg



*      TEXTOS
Pausa
"Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu­se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:
—Vais sair de novo, Samuel?
Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém­feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.
— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher com azedume na voz.
— Temos muito trabalho no escritório — disse o marido, secamente.
Ela olhou os sanduíches:
—Por que não vens almoçar?
— Já te disse: muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.
A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga. Samuel pegou o chapéu:
—Volto de noite.
As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente; ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas.
Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras.
Deteve­se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e
Entrou furtivamente. Bateu comas chaves do carro no balcão,acordando
um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs­se de pé:
—Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este,não é? A gente...
—Estou compressa, seu Raul!—atalhou Samuel.
— Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. — Estendeu a chave.
Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante.
Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam­no com curiosidade:
—Aqui, meu bem!—uma gritou, e riu; um cacarejo curto.
Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave.
Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda­roupa de
pinho; a um canto, uma bacia cheia d'água, sobre um tripé. Samuel
correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de
viagem, deu corda e colocou­o na mesinha de cabeceira.
Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido;
Com um suspiro,tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado
na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no
papel de embrulho, deitou­se e fechou os olhos.
Dormir.
Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover­se:
Os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando,os sons longínquos.
Um raio de sol filtrou­se pela cortina, estampou um círculo
Luminoso no chão carcomido.
Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa, perseguido por um índio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia­se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou­se na cama, os olhos esbugalhados: o índio acabava de trespassá­lo com a lança. Esvaindo­se em sangue, molhado de suor, Samuel tombou lentamente; ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.
Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, lavou­se. Vestiu­se rapidamente e saiu.
Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.
—Já vai,seu Isidoro?
— Já — disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o
Troco em silêncio.
—Até domingo que vem,seu Isidoro — disse o gerente.
—Não sei se virei—respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caía.
— O senhor diz isto, mas volta sempre — observou o homem, rindo. Samuel saiu.
Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou, um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa."
SCLIAR, Moacyr.In:BOSI,Alfredo.O conto brasileiro contemporâneo. São Paulo: Cutrix, 1997.

                       



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