sábado, 15 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Proposta de Sequência Didática - "Avestruz" - Mário Prata
Série:
6º Ano
Nº Aulas
Previstas: 03
1ª Etapa – Antecipação
A partir
do título fazer intervenções sobre as possibilidades do assunto que será
tratado.
2ª Etapa – Ativação do
conhecimento prévio.
Estimular
os alunos a expor os conhecimentos relacionados ao animal citado.
Solicitar
que façam uma ilustração de como seria uma avestruz.
3ª Etapa – Checagem das hipóteses
Exibir
imagens da ave (oportuno também do ovo, posto que o texto comenta a incoerência
do tamanho) e confirmar ou não a coerência nas imagens produzidas. Essa fase
deve ser mediada pelo professor, porém o aluno deve ser o autor no processo de
identificação das características apresentadas.


4ª Etapa – Comparação de
situações
Traçar
juntamente com o aluno um paralelo sobre as mudanças que ocorrem na
adolescência e de como o jovem fica atrapalhado, os membros do corpo desproporcionais
entre outras mudanças e fazer uma comparação com a ave.
Para
trabalhar esse texto é importante a interdisciplinaridade com o professor de
ciências que poderá abordar questões específicas da puberdade e TPM de forma
científica.
5ª Etapa – Leitura Compartilhada
e reflexiva
Realizar
a leitura com pausas pontuais que possibilitem o entendimento completo do
trecho lido. Atentar para a questão da criação que possibilita fazer uma
contextualização na ótica da religião com base nos escritos da bíblia.
6ª Etapa – Generalização
Desafiar
os alunos em relação às informações
recebidas. Instiga-los a reescrever essa crônica de modo diferente. Sugerir
possibilidades tais como o que poderia acontecer se o menino tivesse ganhado a
avestruz.
domingo, 9 de junho de 2013
SETE DICAS PARA UMA BOA LEITURA

7 dicas para uma boa leitura.
1) Divida sua leitura: leia um pouco de manhã, no almoço, a tardezinha e antes de dormir. Dessa
forma você instiga sua imaginação e vontade de continuar a história.
2) Procure livros que te
interessem: bem óbvio, mas muitas vezes a pessoa
gosta de romance e começa lendo um livro de Stephen King, tornando a leitura
difícil, truncada e não-prazerosa. Mantenha-se no seu gênero preferido, pelo
menos até dominar a leitura.
3) Comece com livros fáceis: não queira começar lendo clássicos como José Saramago ou livros
técnicos. Se você não tem o hábito da leitura é melhor começar com livros bem
tranquilos e evoluir gradativamente. Quanto mais atual o livro melhor, e o mais
importante: não desanime!
4) Leia resenhas e opiniões: Antes de ler, procure saber se outras pessoas gostaram da história.
Muitas vezes o livro começa chato e fica bom na metade, então é importante você
saber o que esperar do livro e aguardar essa reviravolta.
5) Compre Livros: sempre tenha um livro aguardando para ser lido em sua estante. Se você
termina de ler um e já tem outro esperando, é muito mais fácil começar a
leitura logo em seguida.
6) Não leia em voz alta: se você vocaliza o que está lendo, começa a achar que não pode ler mais
rápido do que fala, o que não é verdade. A fala é muito mais lenta do que a
leitura, e esta deve ser uma atividade que envolve apenas os olhos e o cérebro.
7) Leitura Dinâmica (seletiva): tente ler em blocos ao invés de palavras separadas. Para começar,
foque em 3 palavras por vez, depois vá aumentando o número de palavras até
conseguir focar na linha toda. Dessa forma sua leitura fica muito mais rápida e
você consegue passar batido por aquelas partes que não agregam nada à história.
Boas leituras!
A IMPORTÂNCIA DA LEITURA
A prática da
leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a compreender"
o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido
das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de
relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro,
enfim, em todos estes casos estamos de certa forma, lendo - embora, muitas
vezes, não nos demos conta.
A atividade de
leitura não corresponde a uma simples decodificação de símbolos, mas significa,
de fato, interpretar e compreender o que se lê. Segundo Angela Kleiman, a
leitura precisa permitir que o leitor apreenda o sentido do texto, não podendo
transformar-se em mera decifração de signos linguísticos sem a compreensão
semântica dos mesmos.
Nesse processamento
do texto, tornam-se imprescindíveis também alguns conhecimentos prévios do
leitor: os linguísticos, que correspondem ao vocabulário e regras da língua e
seu uso; os textuais, que englobam o conjunto de noções e conceitos sobre o
texto; e os de mundo, que correspondem ao acervo pessoal do leitor. Numa
leitura satisfatória, ou seja, na qual a compreensão do que se lê é alcançada,
esses diversos tipos de conhecimento estão em interação. Logo, percebemos que a
leitura é um processo interativo.
Quando citamos a
necessidade do conhecimento prévio de mundo para a compreensão da leitura,
podemos inferir o caráter subjetivo que essa atividade assume. Conforme afirma
Leonardo Boff,
cada
um lê com os olhos que tem. E interpreta onde os pés pisam. Todo ponto de vista
é a vista de um ponto. Para entender o que alguém lê, é necessário saber como
são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isto faz da leitura sempre uma
releitura. [...] Sendo assim, fica evidente que cada leitor é co-autor.
A partir daí,
podemos começar a refletir sobre o relacionamento leitor-texto. Já dissemos que
ler é, acima de tudo, compreender. Para que isso aconteça, além dos já
referidos processamento cognitivo da leitura e conhecimentos prévios
necessários a ela, é preciso que o leitor esteja comprometido com sua leitura.
Ele precisa manter um posicionamento crítico sobre o que lê, não apenas
passivo. Quando atende a essa necessidade, o leitor se projeta no texto,
levando para dentro dele toda sua vivência pessoal, com suas emoções,
expectativas, seus preconceitos etc. É por isso que consegue ser tocado pela
leitura.
Assim, o leitor
mergulha no texto e se confunde com ele, em busca de seu sentido. Isso é o que
afirma Roland Barthes, quando compara o leitor a uma aranha:
[...]
o texto se faz, se trabalha através de um entrelaçamento perpétuo; perdido
neste tecido - nessa textura -, o sujeito se desfaz nele, qual uma aranha que
se dissolve ela mesma nas secreções construtivas de sua teia.
Dessa forma, o
único limite para a amplidão da leitura é a imaginação do leitor; é ele mesmo
quem constrói as imagens acerca do que está lendo. Por isso ela se revela como
uma atividade extremamente frutífera e prazerosa. Por meio dela, além de adquirirmos
mais conhecimentos e cultura - o que nos fornece maior capacidade de diálogo e
nos prepara melhor para atingir às necessidades de um mercado de trabalho
exigente -, experimentamos novas experiências, ao conhecermos mais do mundo em
que vivemos e também sobre nós mesmos, já que ela nos leva à reflexão.
E refletir,
sabemos, é o que permite ao homem abrir as portas de sua percepção. Quando
movido por curiosidade, pelo desejo de crescer, o homem se renova
constantemente, tornando-se cada dia mais apto a estar no mundo, capaz de
compreender até as entrelinhas daquilo que ouve e vê, do sistema em que está
inserido. Assim, tem ampliada sua visão de mundo e seu horizonte de
expectativas.
Desse modo, a
leitura se configura como um poderoso e essencial instrumento libertário para a
sobrevivência do homem.
Há entretanto, uma
condição para que a leitura seja de fato prazerosa e válida: o desejo do
leitor. Como afirma Daniel Pennac, "o verbo ler não suporta o
imperativo". Quando transformada em obrigação, a leitura se resume a
simples enfado. Para suscitar esse desejo e garantir o prazer da leitura,
Pennac prescreve alguns direitos do leitor, como o de escolher o que quer ler,
o de reler, o de ler em qualquer lugar, ou, até mesmo, o de não ler.
Respeitados esses direitos, o leitor, da mesma forma, passa a respeitar e
valorizar a leitura. Está criado, então, um vínculo indissociável. A leitura
passa a ser um imã que atrai e prende o leitor, numa relação de amor da qual
ele, por sua vez, não deseja desprender-se.
Carolina Maria
Sequência Didática
Avestruz
Mário PrataO filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos,
uma avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em
Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era
minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino
conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo
impressionou o garoto.
Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se
entregavam em domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A
avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz,
deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado
primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa
uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a
altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por deus. Colocou um pescoço que
não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de
asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar
que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois
dedos em cada pé.
Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo.
Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente,
olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em
forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao
seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que
elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta,
entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com
TPM é perigosíssima!
Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da
minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de
avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo.
Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente,
inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo.
máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e,
principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai
bem.
Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz
por cinco gaivotas e um urubu.
Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho
mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
PRATA, Mário. Avestruz. 5ª série/ 6º ano vol. 2
Caderno aluno p. 9
Caderno do Professor p. 18
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