domingo, 9 de junho de 2013

Sequência Didática

Avestruz
Mário Prata
O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos,
uma avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em
Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era
minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino
conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo
impressionou o garoto.
Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se
entregavam em domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A
avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz,
deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado
primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa
uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a
altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por deus. Colocou um pescoço que
não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de
asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar
que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois
dedos em cada pé.
Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo.
Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente,
olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em
forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao
seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que
elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta,
entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com
TPM é perigosíssima!
Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da
minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de
avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo.
Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente,
inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo.
máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e,
principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai
bem.
Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz
por cinco gaivotas e um urubu.
Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho
mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
PRATA, Mário. Avestruz. 5ª série/ 6º ano vol. 2
Caderno aluno p. 9
Caderno do Professor p. 18

quinta-feira, 6 de junho de 2013

O que a leitura pode fazer.


Saber diferenciar.

A leitura é sempre uma viagem.

Importantes Influências

Meu contato com as letras data de muito tempo quando ainda era pequenina. Creio que meu interesse primário adveio das histórias de memória, os causos contados por meu pai que faziam com que vibrássemos a cada noite a espera deste momento. Talvez a maneira com que eram narradas foi despertando em mim a vontade de um dia fazer semelhante. Desde que me conheço por gente amo os livros, sou tal como Danuza Leão, leio tudo que aparecer na minha frente. A importância dos professores na minha infância foi determinante para consolidar meu amor pela literatura, sempre tive mestres que incentivaram essa prática e os tenho como modelo nos dias de hoje, quero ter a mesma importância na vida dos meus alunos. Não consigo imaginar como seria meu desenvolvimento distante dos livros. Recentemente entrei em um círculo de leitura no qual temos o desafio de ler um livro por mês, diga-se de passagem estou adorando. Com certeza a correria do dia a dia não nos proporciona muito tempo, porém eu acredito que o tempo reservado para a leitura é precioso, intenso e nos faz muito melhor, independente se o foco é pedagógico ou simplesmente a maravilha da leitura descompromissada, ou seja, por fruição.
Sou formada pela Universidade Braz Cubas em Letras e Pós-Graduação, Gestão e Supervisão Educacional, pela Universidade Iguaçu. Como professora de língua portuguesa há 27 anos. Atualmente leciono na rede estadual, EE Dr.Deodato Wertheimer,trabalhei alguns anos em escola privada.Em tempo livre adoro ler,ouvir música, ir ao cinema e viajar.Procuro  através de cursos me atualizar  para transmitir e despertar curiosidades as pessoas do meu convívio.


Lembro-me  que quando pequena tinha contato com poucos livros, mas me recordo com grande satisfação e saudade da leitura que minhas irmãs gêmeas faziam para minha mãe. Sem que elas percebessem eu viajava naquela história que fragmentava minha imaginação. Minha mãe, deixava por alguns instantes a sua costura e se aventurava na história de um livro que a professora de minhas irmãs havia indicado. Eu, viajava junto com as personagens em uma ilha onde a aventura era constante. Todos os dias eu estava em algum lugar que o livro A Ilha Perdida apresentava. Em relação a escrita, tive minhas primeiras experiências na escola com a professora Maria de Lourdes e aos poucos fui conhecendo a coleção vagalume e outros livros que marcaram a minha infância e juventude